Quinta-feira, Maio 7, 2026
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TCE-RJ aponta graves irreguridades na gestão da ex-prefeita de Cabo Frio, Magdala Furtado e emite parecer prévio contrario as contas de 2024

A ex-prefeita de Cabo Frio, Magdala Furtado, sofreu um duro revés político nesta quinta-feira (25), com a emissão de parecer prévio contrário à aprovação das contas de governo referentes ao exercício de 2024. O documento, de responsabilidade do Conselheiro Relator Thiago Pampolha Gonçalves, acolheu integralmente a posição do Corpo Instrutivo do TCE-RJ e do Ministério Público de Contas, representado pelo Procurador-Geral Vittorio Constantino Provenza, que apontaram uma série de irregularidades graves.

Segundo o relatório, Magdala Furtado descumpriu normas fundamentais de responsabilidade fiscal e de gestão pública, comprometendo áreas sensíveis como educação, previdência e equilíbrio financeiro do município.

Entre as irregularidades elencadas estão:

  1. Desequilíbrio financeiro no exercício de 2024, violando a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
  2. Aumento de despesas com pessoal em período vedado, descumprindo a LRF e a Lei Complementar nº 173/2020.
  3. Descumprimento do artigo 42 da LRF, que proíbe contrair despesas sem disponibilidade de caixa para pagamento.
  4. Não aplicação do mínimo constitucional de 25% na educação, em afronta ao artigo 212 da Constituição Federal.
  5. Pagamento de dívidas com recursos de royalties do petróleo, prática vedada pela legislação federal.
  6. Falta de repasse integral das contribuições previdenciárias ao RPPS, agravando o déficit atuarial do regime próprio dos servidores.

O parecer ressalta que tais irregularidades representam afronta direta à legislação fiscal e constitucional, revelando uma administração marcada pela irresponsabilidade e pela má gestão do dinheiro público.

Com a comunicação já expedida, a ex-prefeita terá prazo para apresentar defesa. Após essa etapa, o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) julgará o processo e emitirá o parecer definitivo, que será encaminhado à Câmara Municipal de Cabo Frio, responsável pelo julgamento político das contas.

O resultado reforça o dignóstico de fragilidade administrativa apontada pelo seu sucessor, Dr. Serginho e coloca em xeque o legado da gestão Magdala Furtado, que agora enfrenta o risco de ter suas contas rejeitadas de forma definitiva, o que pode resultar em inelegibilidade e severas consequências políticas.

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