Após novas denúncias contra Glaidson Acácio dos Santos, em que é acusado de montar um grupo criminoso com pistoleiros para perseguir e assassinar desafetos, o “Faraó do Bitcoins” – como também é conhecido -, foi transferido para presídio federal de segurança máxima. A transferência ocorreu nesta segunda-feira (12).
Atualmente Glaidson – que está preso desde agosto de 2021, acusado de liderar um esquema financeiro que movimentou cerca de R$ 38 bilhões e lesou milhares de investidores em criptomoedas -, está preso no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
O local e a data da transferência do Faraó dos Bitcoins ainda não foram divulgadas
Esquema com pistoleiros
Segundo o Ministério Público, Glaidson dos Santos montou um aparato para tirar a vida de quem concorria com ele na Região dos Lagos do Rio de Janeiro no mercado de criptomoedas.
A organização era composta por informantes, armas, empresas de fachada e matadores profissionais. Tudo coordenado por um setor de inteligência do grupo.
“Mais uma pirâmide. Se a inteligência puder trabalhar para ajudar, fazer o que tem que ser feito. Seria ideal focar nessas pirâmides aí para resolver só problemas, seria ideal”, diz Glaidson em um áudio apreendido.
Operação policial comprada
O grupo criou seis empresas de fachada, que eram usadas para transferir dinheiro para outras empresas, que pagavam as contas da organização.
Despesas como a compra de armas, pagamento de seguranças e pistoleiros, e contratação de detetives para monitorar as vítimas.



