Informação, diálogo e espaço para falar sobre escolhas, pressão social e situações que fazem parte da adolescência. Essa é a proposta do projeto “Escolhas que Protegem”, que está percorrendo escolas municipais de Cabo Frio com ações de prevenção ao uso de álcool e outras drogas voltadas aos estudantes.
Nesta quarta-feira (30), a atividade chegou à Escola Municipal Evaldo Salles, no Peró. A programação é realizada a partir das demandas apresentadas pelas próprias unidades escolares e busca abordar a prevenção de maneira participativa, aproximando o tema da realidade vivenciada pelos adolescentes.
Desenvolvido pela Superintendência de Políticas Públicas de Prevenção às Drogas, vinculada à Secretaria Municipal de Assistência Social, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, o projeto utiliza rodas de conversa e dinâmicas para estimular os jovens a refletirem sobre diferentes situações do cotidiano.
Com a ação desta quarta-feira, o “Escolhas que Protegem” já passou por quatro escolas da rede municipal e alcançou cerca de 100 estudantes. Além da Escola Municipal Evaldo Salles, participaram das atividades alunos da Escola Municipal Carlos Alberto; da Escola Municipal Amélia Ferreirado e da Escola Municipal Edith Castro.
A próxima atividade já está prevista para o dia 14 de outubro, na Escola Municipal Teixeira e Souza, dando continuidade à programação nas unidades da rede.
Dinâmicas que levam à reflexão
A equipe responsável pelo projeto é formada pela superintendente de Políticas Públicas de Prevenção às Drogas, Kely Soares; pela psicopedagoga Ana Beatriz Antunes; pelo orientador social Pablo Bessa; e pela assistente social Ana Guedes. Os profissionais conduzem as atividades nas escolas e acompanham as discussões propostas durante os encontros.
Uma das atividades desenvolvidas é a dinâmica “E se fosse você?”, em que os participantes recebem situações relacionadas à pressão social, às escolhas e à prevenção ao uso de drogas. A partir delas, os estudantes são convidados a pensar sobre como agiriam, quais decisões poderiam tomar e quais seriam as possíveis consequências de cada escolha.
Outra dinâmica, chamada “Concordo ou Discordo”, apresenta afirmações como “dizer não é fácil quando todo mundo está usando” e “a pressão dos amigos pode influenciar nossas escolhas”. Os adolescentes são estimulados a se posicionar e compartilhar diferentes pontos de vista com o grupo.
De acordo com Kely, a proposta é trabalhar a prevenção a partir da realidade dos próprios estudantes, fortalecendo também os fatores de proteção.
“Queremos criar um espaço em que esses adolescentes possam falar, refletir sobre as situações que enfrentam e perceber que existem redes de apoio ao redor deles. Família, escola, amigos, esporte e projetos sociais podem fazer diferença nas escolhas e na forma como eles enfrentam momentos de pressão ou dificuldade”, finaliza.




