Antes de chegar a uma conferência internacional em Nova Iorque, a experiência que colocou a Educação de Araruama em evidência começou dentro da sala de aula, com perguntas e uma troca cultural inesquecível entre estudantes separados por milhares de quilômetros.
Alunos da Escola Bilíngue Municipal Sueli Amaral participaram diretamente do projeto “Cultural Exchange: Connecting Cultures, Building the Future”, desenvolvido pelos professores Érika Soares e Douglas Chagas. A iniciativa foi selecionada para a Conferência Paulo Freire 2026, na Universidade de Columbia, nos Estados Unidos.
Embora os estudantes não participem da viagem a Nova Iorque, são parte fundamental da experiência que será apresentada no encontro internacional. Durante o projeto, turmas do 9º ano tiveram contato com alunos e professores de uma escola da Nigéria por meio de vídeos, atividades e encontros virtuais realizados em inglês.

Para Nicole, a oportunidade de usar o idioma em uma situação real tornou a experiência ainda mais marcante. Além disso, chamou a atenção para o fato de que participar da atividade permitiu que eles vivessem uma possibilidade que vai ficar marcada por toda a vida acadêmica.
“O projeto em si foi incrível. Nós fizemos uma videochamada com alunos da Nigéria e com os professores também. Começamos a ter essa troca sobre cultura, educação, como eram as escolas deles e como eram as nossas. Acho que foi um projeto muito especial para nós, porque, como uma escola bilíngue, ter essa troca de falar em inglês com estrangeiros é algo único”, contou.
Para Eduarda, saber que o trabalho desenvolvido na escola chegará a uma universidade de referência internacional representa também a oportunidade de levar o nome do município para além das fronteiras do país.
“Fico feliz de ter participado de um projeto que causou um impacto tão grande e que vai conseguir representar Araruama inteira em uma universidade de prestígio em Nova York. Agradeço muito à nossa diretora Núbia e aos nossos professores Érika e Douglas, pois, sem eles, nada disso teria acontecido”, disse.

Já Miguel Arcanjo, que também fez parte da conversa, encontrou no intercâmbio uma oportunidade de apresentar aos estudantes nigerianos uma das paixões mais presentes na cultura brasileira: o futebol.
“Eu participei do projeto da videochamada com a escola lá na Nigéria e tive uma experiência incrível ao poder conversar com eles e apresentar o slide sobre um pouco da nossa cultura do Brasil, mostrando o meu time do coração, o Botafogo. Mostrei para eles o estádio, os ídolos e o que o futebol representa aqui no Brasil”, contou.
A experiência também permitiu aos estudantes perceber, na prática, que a língua inglesa assume diferentes características ao redor do mundo. Durante as conversas, Miguel chamou a atenção para as diferenças de pronúncia e para a diversidade presente no idioma.
“Enquanto a gente conversava com as crianças e os professores da escola da Nigéria, nós também percebemos uma diferença no sotaque do inglês, e isso só mostra o quanto o inglês é amplo em diversos lugares do mundo. Em países diferentes, temos diversas culturas que agregam ao inglês de formas diferentes”, explicou.




