O deputado estadual Renato Machado (PT), aliado do prefeito Eduardo Paes e do presidente Lula, é alvo de uma ação do Ministério Público Eleitoral que pede a impugnação de sua candidatura por suposta ligação com uma narcomilícia em Maricá, reduto eleitoral do PT no Rio de Janeiro.
Segundo o Ministério Público Eleitoral, um grupo armado ligado ao Terceiro Comando Puro (TCP) seria liderado pelo deputado petista. A liderança prática do grupo estaria com Rodrigo José Barbosa da Silva, conhecido como Rodrigo Negão, apontado como aliado e braço armado de Renato Machado.
Ainda de acordo com o MP Eleitoral, o grupo atuaria em serviços clandestinos de internet e TV a cabo, além do comércio ilegal de cigarros e drogas. O órgão também afirma que integrantes seriam responsáveis por executar opositores.
Entre os casos citados está o assassinato do jornalista Robson Giorno, ocorrido em 2019. Renato Machado chegou a ser denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, em 2024, sob acusação de ser o mandante do crime. A Justiça de Maricá, no entanto, entendeu que não havia provas suficientes contra o deputado.
Maricá também é o município onde o prefeito Washington Quaquá (PT) recebeu Eduardo Paes durante a campanha e onde o presidente Lula esteve para reforçar a aliança com o candidato do PSD ao Governo do Rio.




