Quinta-feira, Julho 23, 2026
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Prefeitura de Araruama leva mais acolhimento à UI Neonatal com polvinhos de crochê

Nem todo cuidado pode ser medido por aparelhos ou medicamentos. Na Unidade de Internação (UI) Neonatal do Hospital Municipal Jaqueline Prates, um gesto simples tem ajudado a tornar a internação dos bebês prematuros mais acolhedora. A Prefeitura de Araruama implantou o projeto dos polvinhos de crochê, uma iniciativa que une ciência, afeto e humanização para oferecer mais conforto aos recém-nascidos nos primeiros dias de vida.

Delicados e coloridos, os polvinhos são colocados dentro das incubadoras para acompanhar os bebês durante a internação. Seus tentáculos lembram o cordão umbilical e despertam nos recém-nascidos a sensação de segurança vivenciada ainda no útero materno. O simples ato de segurá-los ajuda a acalmar os pequenos, favorece a estabilidade da respiração e dos batimentos cardíacos e ainda reduz a tendência de puxarem sondas e cateteres durante os cuidados da equipe.

“Os tentáculos remetem ao cordão umbilical. Quando eles estavam na barriga da mãe, sentiam essa necessidade de segurar o cordão. Depois que nascem, ainda procuram esse contato. O polvinho traz essa sensação de aconchego, lembrando o período em que estavam no útero materno”, explica a enfermeira e coordenadora de Neonatologia do JP, Nathália Machado.

A iniciativa faz parte de um projeto apoiado pelo Ministério da Saúde e ganhou espaço em maternidades e UIs neonatais de todo o país por contribuir para uma assistência cada vez mais humanizada aos recém-nascidos prematuros.

Os polvinhos utilizados no Hospital Jaqueline Prates são produzidos voluntariamente pela ONG CulturArte. Cada peça segue critérios rigorosos de segurança: é confeccionada exclusivamente com fio 100% algodão, enchimento de fibra antialérgica e pontos bem fechados, evitando qualquer risco de desprendimento do material. Antes de serem entregues aos bebês, passam pela Central de Esterilização, onde são higienizados e esterilizados de acordo com os protocolos hospitalares.

Além de levar mais conforto aos recém-nascidos, o projeto também aproxima a comunidade do cuidado neonatal. Nathália explica que o hospital recebe com alegria novas doações.

“As meninas da ONG confeccionam os polvinhos e fazem as doações para o hospital. Depois, todos passam pelo processo de esterilização antes de serem entregues aos nossos bebês. Quem quiser colaborar, seja confeccionando polvinhos ou doando linhas, pode entrar em contato com o hospital. Toda ajuda se transforma em carinho e acolhimento para os nossos pequenos”, destaca a enfermeira.

Na UI Neonatal, onde cada grama conquistada e cada respiração representam uma vitória, os polvinhos de crochê simbolizam que a assistência vai além da tecnologia e dos protocolos. Eles lembram que, nos primeiros dias de vida, o cuidado também cabe nas mãos, no afeto e nos pequenos gestos capazes de acolher bebês e tranquilizar suas famílias.

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