O candidato ao Governo do Rio, Eduardo Paes (PSD), declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 189 mil para a disputa de 2026, valor praticamente igual ao informado em 2024 (R$ 185 mil) e bem abaixo dos R$ 478 mil declarados em 2020. O principal bem listado é um Volkswagen Tiguan 2020, avaliado em R$ 150 mil, que sozinho representa quase 80% de todo o patrimônio informado, além de cerca de R$ 32 mil em previdência privada e pouco mais de R$ 6 mil em contas correntes.
A discrepância entre o patrimônio declarado e o padrão de vida da família chamou atenção depois que veio à tona que, em 2021, período em que Paes tinha bens bloqueados em uma ação civil pública, ele renunciou à sua parte em uma herança familiar, direcionada à mãe e aos irmãos. Em dezembro de 2023, esses familiares doaram cinco imóveis, avaliados em R$ 7,1 milhões, aos filhos ainda jovens do candidato, Isabela e Bernardo. No mesmo dia, a avó dos dois transferiu a eles outro apartamento, de R$ 6,4 milhões, somando R$ 13,5 milhões em imóveis repassados a jovens que ainda não têm vida financeira própria consolidada.
Especialistas ouvidos pela imprensa apontam que a operação pode ser questionada judicialmente sob suspeita de proteção patrimonial, embora a defesa do candidato alegue que a movimentação seguiu um desejo do próprio pai de Paes e negue qualquer enriquecimento ilícito.




