A Prefeitura de Macaé, por meio da Secretaria Municipal de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEMPIR), iniciou a contagem regressiva para a programação especial em comemoração ao Dia Municipal da Pessoa Trancista. O encontro será realizado no dia 8 de junho, no Centro Cultural Rinha das Artes, com foco no reconhecimento e valorização dos saberes tradicionais envolvidos no ofício de trançar. A data alusiva é celebrada em 6 de junho. Como parte das ações, o município segue com o mapeamento das pessoas trancistas.
A iniciativa tem como objetivo valorizar e fortalecer os profissionais que atuam com trançados afro-brasileiros, incluindo aqueles que trabalham em salões de beleza ou em atendimentos domiciliares, tanto na área central quanto nos bairros e na região serrana. O censo é realizado pela própria secretaria e pode ser preenchido de forma online ou presencialmente na sede da SEMPIR. A proposta é reunir informações importantes, como trajetória profissional, tempo de atuação, forma de aprendizado, local de trabalho, além de demandas e necessidades da categoria.
Após o cadastro, os dados serão compilados pela equipe técnica e servirão de base para futuras iniciativas voltadas à qualificação profissional, fortalecimento institucional e ampliação da visibilidade das pessoas trancistas no município.
De acordo com o secretário municipal de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Márcio Camelo, o levantamento também terá papel estratégico na construção de políticas públicas.
“O levantamento servirá como base para a formulação de políticas públicas, programas de qualificação profissional, ações de apoio institucional e ampliação da visibilidade dessas mulheres negras, que contribuem para a economia local e preservam saberes tradicionais”, destacou.
A iniciativa ganha ainda mais relevância após a sanção da Lei Municipal nº 5.230/2024, pelo prefeito Welberth Rezende, que institui o Dia Municipal da Pessoa Trancista no calendário oficial do município, celebrado anualmente em 6 de junho. A legislação reconhece os trançados afro-brasileiros como uma prática ancestral, carregada de história, identidade e resistência. Nesse contexto, a SEMPIR reforça seu papel na promoção de reflexões, articulações e ações voltadas à valorização desses profissionais e à promoção da equidade racial.
As tranças, por sua vez, carregam séculos de ancestralidade e representam muito mais do que estética. São expressões culturais e políticas de resistência do povo negro. Ao trançar, a pessoa trancista não apenas embeleza, mas afirma identidades, promove cuidado e fortalece vínculos afetivos e comunitários.




