A Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Direitos Humanos e da Companhia de Cultura e Turismo de Maricá (Maré), promoveu nesta quarta-feira (22/04) o evento Maricá Indígena nas aldeias Mata Verde Bonita, em São José do Imbassaí, e Céu Azul, no Espraiado. A programação celebrou o Dia Municipal dos Povos Indígenas com atividades de imersão nas tradições, na resistência e na cultura dos povos originários.
“É um dia especial que marca Maricá e os povos indígenas dentro do calendário da cidade. Precisamos expandir essa celebração”, destacou o presidente da Maré, Antônio Grassi.
Durante o dia, o público participou de oficinas de língua nativa e de arco e flecha, além de rodas de debate e exibições audiovisuais. O evento também contou com culinária típica, feiras de artesanato, apresentações do Coral Para Poty e a tradicional Dança dos Xondaros.
Para o artesão Karai Tenondê, da Aldeia Céu Azul, o encontro cumpre um papel crucial para o futuro e a preservação da memória. “Esse dia é essencial porque mostra como preservar tradições nessa e na próxima geração, ajudando a manter a nossa cultura viva”, pontuou.
A troca de saberes atraiu a população local e de cidades vizinhas. Ana Leite, moradora do Centro, destacou o poder transformador e educativo da iniciativa.
“O evento é muito importante para desconstruir estereótipos em relação à população indígena. Tudo de forma integrada a outras atividades, inclusive às escolas. Isso educa a população e acaba com preconceitos”, afirmou.
Já Bia Alencar, moradora de Niterói, ressaltou o caráter afetivo e histórico da celebração.
“É um momento de reconexão com o passado e a ancestralidade. Sempre trago meu filho e meu afilhado nesse evento que só tem a agregar, nos fortalecendo e nos aproximando do passado e presente”, acrescentou.
Arte e ancestralidade
A valorização do conhecimento e da arte dos povos originários também ganhou destaque na programação com o lançamento de livros de escritores da etnia Guarani e um desfile de moda indígena, que levou para a passarela a arte têxtil produzida nas aldeias.
Para encerrar a programação na Aldeia Mata Verde Bonita, o palco contou com o show do grupo de reggae Ponto de Equilíbrio. A banda apresentou grandes sucessos da carreira, como “Árvore do Reggae” e “Aonde Vai Chegar”, agitando o público presente. A noite também incluiu apresentações de Kandú Puri e da dupla Betinho Bahia e Ismayer Alves.
Moradora de São Gonçalo, Ingrid Guimarães, acredita que a programação permite aos visitantes conhecerem o dia a dia e a cultura indígena na aldeia. “É fundamental ter esses eventos e poder ver de perto a cultura deles. Quando vi a programação, me interessei em participar e gostei bastante”, disse.

















