O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou do Congresso Nacional a aprovação da chamada PEC da Segurança e afirmou que pretende criar um Ministério da Segurança Pública, reforçando o discurso de combate ao crime organizado.
Em entrevista à TV Record Bahia nesta quinta feira (2), Lula destacou que a proposta é central para ampliar a atuação do governo federal na área. Segundo ele, a medida permitirá uma reorganização das atribuições institucionais e maior protagonismo da União nas ações de segurança.
O presidente afirmou que, da forma como está atualmente, a Constituição limita a participação do governo federal, restringindo sua atuação basicamente ao repasse de recursos. Com a aprovação da proposta, segundo ele, será possível definir de forma mais clara o papel da União, da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal.
Lula também mencionou a intenção de criar uma nova força nacional de segurança para atuação em situações específicas, reforçando a capacidade de intervenção do Estado.
Durante a entrevista, o presidente afirmou que o país enfrenta um cenário de enfrentamento direto ao crime organizado e citou operações recentes do governo, como a apreensão de milhões de litros de combustível e ações contra esquemas ilegais.
Ao abordar o combate a crimes de grande escala, Lula declarou que o objetivo é alcançar estruturas mais altas da criminalidade, incluindo empresários e operadores financeiros. Nesse contexto, mencionou o empresário Ricardo Magro, apontado como foragido.
O presidente também relatou conversas com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmando ter solicitado cooperação para a extradição de brasileiros investigados que estariam no exterior.
Ao final, Lula voltou a pressionar o Legislativo pela aprovação da PEC, destacando que a medida é essencial para estruturar um novo modelo de segurança pública no país e ampliar o enfrentamento ao crime organizado



