A advogada Juliana Bonazza relatou ter sido alvo de ameaças de morte e perseguição atribuídas ao empresário Cláudio Lopes Duarte após uma disputa judicial envolvendo um processo de inventário em Cabo Frio. O caso foi comentado pela advogada nesta quarta feira (11), após audiência realizada no Fórum da cidade, em entrevista ao jornalista Alexy Paris, do Portal Cabo Frio em Foco e Band Rio.
Segundo Bonazza, o conflito teve início após ela se habilitar no processo representando um cliente, neto do falecido, que acabou sendo nomeado pela Justiça como inventariante. A decisão contrariou o interesse de Cláudio Duarte, filho do falecido, que também disputava a função no inventário.
De acordo com a advogada, a partir desse momento ela passou a sofrer perseguições, ameaças e ataques à sua reputação profissional. “Eu me habilitei em um processo de inventário defendendo direitos de um cliente e desagradei a parte adversária, que colocou um alvo nas minhas costas e passou a me perseguir de forma bárbara, com ameaças de morte e tentativas de denegrir a minha imagem”, afirmou.
Juliana Bonazza também relatou que as intimidações teriam ocorrido por meio de publicações e conteúdos divulgados com o objetivo de prejudicar sua imagem e pressioná-la a abandonar o caso. Segundo ela, a intenção seria forçá-la a desistir da atuação jurídica para que o empresário pudesse assumir a função de inventariante.
“O objetivo dele é que eu desista de advogar, que eu abandone os processos em que tenho atuado e obtido êxito, porque ele queria ser nomeado inventariante no lugar do meu cliente, e a Justiça não deferiu isso”, explicou.
A advogada destacou ainda a importância do apoio institucional diante da situação e ressaltou o papel de entidades da advocacia no acompanhamento do caso, defendendo que profissionais do Direito não podem ser intimidados no exercício da função.
O caso segue sendo acompanhado pelas autoridades competentes.



