A advogada Juliana Bonazza, de Cabo Frio e atuante na área de Direito Empresarial, afirma ser vítima de ameaças feitas pelo empresário Cláudio Lopes Duarte, de 57 anos, empresário de Campos dos Goytacazes. O caso teve início em junho do ano passado e está sendo acompanhado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.
Segundo informações do processo, as ameaças começaram quando Juliana Bonazza passou a atuar em um processo de inventário representando familiares do empresário. Durante o andamento da ação judicial, a Justiça decidiu nomear como inventariante o cliente da advogada, e não Cláudio Lopes Duarte, que também é filho do falecido. A decisão judicial considerou que ele não teria condições de conduzir o inventário e administrar o espólio.
De acordo com a advogada, após a decisão, o empresário passou a fazer ameaças e ofensas contra ela. Juliana relata que as intimidações incluíram xingamentos e declarações com teor violento direcionadas a ela e ao cliente que representa no processo.
Em razão da situação, a advogada afirma que precisou alterar completamente sua rotina. Juliana Bonazza informou que mudou o endereço do escritório onde atuava há cerca de 15 anos, passou a trabalhar em outro local e adotou medidas adicionais de segurança. Parte da equipe do escritório também passou a atuar em regime de home office para evitar exposição a riscos.
O caso levou o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro a apresentar três ações penais contra o empresário em um período de aproximadamente dez meses. Também foram apresentados dois pedidos de prisão preventiva, sob o entendimento de que a permanência do acusado em liberdade poderia representar risco à integridade da advogada e permitir a continuidade das ameaças.
Apesar dos pedidos, Cláudio Lopes Duarte permanece em liberdade após cumprir medidas cautelares determinadas pela Justiça. A advogada também afirma que continua sendo alvo de provocações e ataques em redes sociais atribuídos ao empresário.
Durante as investigações, a Justiça autorizou um mandado de busca e apreensão contra o acusado. Na ação policial, uma pistola foi apreendida. Conforme informações apresentadas no processo, a arma estaria em situação irregular.
Além das acusações relacionadas às ameaças contra a advogada de Cabo Frio, Cláudio Lopes Duarte também responde a um procedimento com base na Lei Maria da Penha. Nesse caso, ele é acusado de ameaçar a própria madrasta, que obteve na Justiça uma medida protetiva de urgência, atualmente em vigor.



