O município de Carmo, na Região Serrana do Rio de Janeiro, vive um momento de vergonha e preocupação. No último dia 24 de setembro, a cidade foi incluída na lista de municípios bloqueados pela União e ficou impedida de receber os repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), verba essencial para o custeio de serviços básicos como saúde, educação e assistência social.
A responsabilidade recai diretamente sobre o prefeito Samuel do Romão, que, ao invés de cumprir com as obrigações financeiras e de transparência da administração municipal, empurrou a cidade para a inadimplência. O resultado é cruel: a população carmense paga a conta da má gestão.

O bloqueio do FPM geralmente decorre de dívidas com a União como débitos previdenciários (INSS), Pasep, pendências na Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) ou falhas na prestação de contas. São problemas conhecidos, previsíveis e que qualquer gestor responsável teria obrigação de evitar. No entanto, em Carmo, o prefeito deixou a situação escapar do controle, expondo a cidade ao constrangimento nacional.
Enquanto a população de cerca de 17 mil habitantes, reconhecida pela hospitalidade e tradição histórica ligada ao ciclo do café, depende desses recursos para manter serviços básicos funcionando, o prefeito insiste em colecionar falhas administrativas. O discurso de boa gestão, usado em campanha, já não se sustenta diante da realidade do bloqueio e da paralisia que ele pode causar no município.
Carmo não está sozinho nessa crise: Cabo Frio e Conceição de Macabu também foram bloqueados pela União. Mas isso não diminui a gravidade da situação local, já que cada realidade é consequência direta da forma como cada gestor administra sua cidade.
Se o prefeito não agir rapidamente para identificar e regularizar as pendências, Carmo corre o risco de mergulhar em um colapso administrativo, com atrasos em pagamentos e cortes em serviços essenciais. A população, que confiou no projeto político de Samuel do Romão, agora assiste atônita à cidade sendo levada ao “muro da vergonha” por conta da incapacidade e do descaso de sua gestão.
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