Quinta-feira, Março 19, 2026
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Prefeito de Teresópolis Leonardo Vasconcelos é alvo de denúncias de irregularidades em licitação na saúde

A administração do prefeito Leonardo Vasconcelos (PP) enfrenta mais uma onda de questionamentos envolvendo a condução de licitações milionárias, desta vez no setor mais sensível para a população: a saúde. Documentos do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) revelam que o município é alvo de representação por supostas irregularidades no Pregão Eletrônico nº 90027/2025, estimado em R$ 1,47 milhão, destinado à contratação de serviços de fornecimento e manutenção de gases medicinais para hospitais da cidade.

A denúncia a que o Portal Cabo Frio em Foco teve acesso com exclusividade, apresentada pela empresa GMB Comércio e Serviço Ltda., aponta que o edital da Prefeitura impôs exigências técnicas consideradas restritivas e possivelmente ilegais, limitando a competitividade e favorecendo determinados grupos. Entre os pontos contestados estão pedidos de certificados e laudos que, segundo a denunciante, extrapolam os limites da Lei de Licitações e poderiam impedir a ampla participação de empresas interessadas.

Apesar dos esclarecimentos da gestão municipal, o TCE-RJ determinou que o prefeito apresente explicações detalhadas sobre cada uma das irregularidades levantadas, alertando que, caso sejam confirmadas ilegalidades, o contrato poderá ser anulado.

Não é a primeira vez que a Prefeitura de Teresópolis se vê envolvida em controvérsias relacionadas à aplicação de recursos da saúde. Nos últimos anos, a cidade acumula críticas sobre falta de transparência e indícios de direcionamento em processos licitatórios, enquanto hospitais e unidades básicas sofrem com carências estruturais.

O caso atual expõe um cenário preocupante: enquanto pacientes enfrentam filas e profissionais denunciam a falta de insumos, a gestão Leonardo Vasconcelos responde por licitações sob suspeita, envolvendo justamente o fornecimento de oxigênio e outros gases vitais para atendimentos hospitalares.

O TCE-RJ foi taxativo ao ressaltar que o certame está sob análise de legalidade e que qualquer contrato firmado poderá ser alvo de anulação. Até lá, a população de Teresópolis segue acompanhando um enredo já conhecido: a saúde pública sendo palco de disputas contratuais nebulosas e distante da prioridade que deveria ter.

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