Uma família que mora em Duque de Caxias, Baixada Fluminense, denuncia um motorista de aplicativo que teria se negado em transportar o grupo que estava com roupas de candomblé. O caso ocorreu no final de semana e, segundo o relato de Taís da Silva Fraga, que iria a um centro de candomblé com suas filhas e sogra, o homem impediu o embarque delas, pois estavam com roupas de santo. A Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) investiga se houve intolerância religiosa. Os agentes devem ouvir um novo depoimento das vítimas e tentam localizar o motorista.
Um constrangimento, um preconceito nunca vivido. Foi doído. Essa nossa roupa é uma conexão direta com a nossa religião. É um momento de paz, de energia e estar conectado realmente com a nossa religião, com o candomblé, e é isso. Ele não precisou nem falar. O olhar dele já disse tudo. Ele olhou a gente e simplesmente falou que a gente não ia entrar no carro. Não precisava nem dizer mais nada”, disse Tais ao Bom Dia Rio.
Taís estava acompanhada de sua sogra e suas filhas Pietra, de 8 anos e Sofia, 13 anos. As meninas também estavam vestidas com roupas de santo e tentaram embarcar no carro. Um vídeo de câmera de segurança registrou que primeiro, Vera Lúcia, que estava apenas de roupa branca, se dirige a porta do carona para entrar no carro. Logo depois, uma das meninas abre a porta traseira do veículo e tenta entrar. Logo ao colocar a perna e se inclinar para entrar no carro ela para e olha para a mãe, que estava fechando o portão de casa. A jovem parece tentar entender o que aconteceu e a avó, que tentava entrar no banco do carona, fecha a porta.



