Sexta-feira, Abril 24, 2026
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Motorista de Aplicativo nega corrida por família estar com roupas de Candomblé

Uma família que mora em Duque de Caxias, Baixada Fluminense, denuncia um motorista de aplicativo que teria se negado em transportar o grupo que estava com roupas de candomblé. O caso ocorreu no final de semana e, segundo o relato de Taís da Silva Fraga, que iria a um centro de candomblé com suas filhas e sogra, o homem impediu o embarque delas, pois estavam com roupas de santo. A Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) investiga se houve intolerância religiosa. Os agentes devem ouvir um novo depoimento das vítimas e tentam localizar o motorista.

Um constrangimento, um preconceito nunca vivido. Foi doído. Essa nossa roupa é uma conexão direta com a nossa religião. É um momento de paz, de energia e estar conectado realmente com a nossa religião, com o candomblé, e é isso. Ele não precisou nem falar. O olhar dele já disse tudo. Ele olhou a gente e simplesmente falou que a gente não ia entrar no carro. Não precisava nem dizer mais nada”, disse Tais ao Bom Dia Rio.

Taís estava acompanhada de sua sogra e suas filhas Pietra, de 8 anos e Sofia, 13 anos. As meninas também estavam vestidas com roupas de santo e tentaram embarcar no carro. Um vídeo de câmera de segurança registrou que primeiro, Vera Lúcia, que estava apenas de roupa branca, se dirige a porta do carona para entrar no carro. Logo depois, uma das meninas abre a porta traseira do veículo e tenta entrar. Logo ao colocar a perna e se inclinar para entrar no carro ela para e olha para a mãe, que estava fechando o portão de casa. A jovem parece tentar entender o que aconteceu e a avó, que tentava entrar no banco do carona, fecha a porta.

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