Segunda-feira, Maio 4, 2026
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LETARGIA COLETIVA

Tenham em mente: TUDO NA VIDA TEM UM PORQUÊ, UM SENTIDO, UM PROPÓSITO!

Às vezes nós caímos em determinadas armadilhas condicionadas e não percebemos que estamos aprisionados a algo que até passamos a gostar, mas que em outras épocas, nos causaria revolta, cólera e desespero. Mas por que isso acontece? Vamos contextualizar? 

Em 2013, surgiu no país um sentimento de fúria contra o Estado por uma condição de vida que, naquela época, era precária, abusiva e desumana. Vivíamos com cerca de 7% de taxa de desemprego, inflação nominal de 5% ao ano, taxa Selic a 11% e inflação no radar. Câmbio na casa dos R$ 4,00 em relação ao dólar e todas as obras federais funcionando e rios de investimento no radar do pré-sal recém descoberto. Mas aí houve um aumento nas passagens do transporte público paulista de R$ 0,20. Sim VINTE CENTAVOS DE REAL. Nesse momento, se viu uma revolta coletiva extraordinária só registrada em eventos como o Comício da Central do Brasil de Jango, as Passeatas de Fora Collor em 1992, as passeatas das Diretas já, a morte de Tancredo Neves ou coisas do tipo.  Surgiram os violentos ataques a empresas que representam o sistema rentista financeiro, lojas de marcas e grifes internacionalmente famosas, saques a supermercados, etc. 

Por um breve momento a mídia nacional foi condicionada a acreditar que seria um movimento social coletivo contra um opressor chamado CAPITALISMO e que, portanto, eram atos terroristas inspirados pelo comunismo cubano ou por uma ideologia marxista ainda que tardia. Ali nascia a polarização ideológica que vivemos hoje.

Só há duas maneiras de se manipular as massas: ou pelo medo, ou pela esperança. O certo é que suas certezas não são suas. O que você acha que é bom pra você na verdade não é, e o que você chama de mal, para muitos, é melhor do que parece ser. 

Nos falta pensar que existe esperança! Não há esperança de que o medo acabe e de que tudo se transforme em Éden e perfeição. Mas nos falta esperança de futuro, esperança em nós mesmos, esperar que haja uma nova forma de futuro em que possamos nos orgulhar sem ter que viver de cabeça baixa. Um futuro com menos conflitos, mais previsibilidade, mais esperança porém com a chama acesa da rebeldia. 

Não deixe que a obscuridade do momento apague o brilho da sua retina ou ofusque a luz que guia seu caminho. Sempre há esperança, ainda que na rebeldia! O que temos que aprender é não deixar o medo nos dominar, mas passar a dominar o medo antes que a letargia vendida pelo discurso de uma Ordem sem Progresso nos leve à uma desordem sem retorno.

Mardonio Gomes, um cidadão comum.

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